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dc.contributor.advisorCosta, Luis Arturpt_BR
dc.contributor.authorRuschel, Guido Norberto Buchpt_BR
dc.date.accessioned2025-10-15T06:57:10Zpt_BR
dc.date.issued2024pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/297966pt_BR
dc.description.abstractNo contexto de crise ecológica e ambiental evocada pelo Antropoceno, deflagra-se também uma crise de pensamento e do sensível, que nos convoca a repensar a epistemologia, a ontologia e a ética com as quais narramos a nós mesmos e nossas relações com os entes mais-que-humanos. O presente trabalho se insere nesse esforço de reposicionamento frente aos desafios colocados pelo tempo das catástrofes e pela Intrusão de Gaia (Stengers, 2015). Constituído como um ensaio de inspiração cartográfica, o trabalho teve como objetivos: apresentar o livro Geontologias: Um réquiem para o liberalismo tardio (2023), da antropóloga estadunidense Elizabeth Povinelli; identificar limites conceituais que contribuem para a constrição do pensamento e do imaginário dentro do campo psicológico; e prospectar expansões e subversões que possam abrir novas perguntas e formas de compreender e narrar as existências. O trabalho está dividido em duas partes. Na primeira parte, apresento e discuto o que considero serem as principais contribuições conceituais do texto povinelliano: a suplementação ao conceito foucaultiano de biopoder, o geontopoder - como aquilo que domina as fronteiras entre vida e não vida -, aliado íntimo do capitalismo; e as geontologias, narrativas mítico-oníricas (dreamings) associadas aos territórios tradicionais de povos indígenas do Território do Norte australiano, nas quais as fronteiras entre vivo e não vivo perdem o sentido. Além disso, apresento o manifesto que orienta as analíticas de existência realizadas pelo coletivo Karrabing, e três dos cinco dreamings trazidos no livro. Na segunda parte, a partir do repertório crítico trazido pela autora, realizo um debate junto às questões relativas ao pensamento moderno e ao campo da Psicologia, principalmente no que diz respeito às noções de indivíduo, de humano e de subjetividade. A partir do diagnóstico do antropocentrismo moderno, que perpassa também a Psicologia, busco fazer um percurso especulativo a partir de sete viradas que podem servir como exercício de desantropocentrificação do pensamento, sendo elas: as viradas linguística, do inconsciente, ontológica, afetiva, animal, vegetal e geo(nto)lógica. Tanto as geontologias quanto as viradas são tidas como movimentos antínarcísicos que podem servir de campo de afetação para nossas políticas do narrar. A dimensão especulativa do ensaio em experimentar outros narrares possíveis enseja o cultivo de outras ético-estéticas da existência na psicologia e para além dela.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectPsicologia socialpt_BR
dc.subjectSubjetividadept_BR
dc.subjectAmbientept_BR
dc.subjectPsicologia e literaturapt_BR
dc.titleGeontologias e geontopoder : a psicologia entre o vivo e o não vivopt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.identifier.nrb001295043pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentInstituto de Psicologia, Serviço Social, Saúde e Comunicação Humanapt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2024pt_BR
dc.degree.graduationPsicologiapt_BR
dc.degree.levelgraduaçãopt_BR


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